quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Dez tipos de mulher para evitar

Dez tipos de mulher para evitar-Blog Bêbado Gonzo

Não há quem mande no próprio coração. Li esse axioma há mais de 20 anos em uma revista Carícia de uma de minhas tias, uma adolescente, na época. De fato. Todo mundo sabe dessa fatídica verdade. A fisgada da paixão pega fundo e às vezes vira o que chamam por aí de amor. Como também pode se tornar doença crônica e acabar na porta de uma delegacia, de um hospital, de um presídio e, em casos extremos, de um cemitério e até – ora vejam a tragédia –de uma igreja.

É preciso estar atento e forte, meu amigo. Qualquer passo em falso pode resultar em uma enxaqueca permanente por dias, podendo se prolongar por meses ou anos e levada para o túmulo. Tudo por culpa do erro, fruto da ansiedade e do medo de não morrer só, mal de 11 a cada dez pessoas que estampam o status de solteiro no Orkut, Facebook e outros mafuás virtuais. Mesmo se for descendente de japoneses, arregale os olhos na hora do chamado afetivo-sexual-sacânico-malemolente. Veja quem você está pegando e para não padecer de susto, bala ou vício produzidos pelos descaminhos de amar.

Baseado na postagem do portal Meia Fina, dê um passo rumo à pretensão e resolvi pagar de conselheiro amorosos para ajudar os solitários do sexo masculino (aqueles que gostam de mulher) a escolherem seus pares. Na verdade, não se trata de optar por certas pequenas, mas evitar alguns tipos para não cair no pecado de se enrolar com quem não vale à pena.

Antes que iniciem os xingamentos femininos, nenhuma experiência pessoal foi levada em consideração na feitura desse texto. Até porque não cuspo no prato que comi. Vai que quero comer de novo, não é? Saliva na louça não é comigo. E outra: todos os relacionamentos que tive foram com mulheres quase perfeitas. O único defeito delas foi ter se envolvido com este traste que vos fala.

Sustentado em 31 anos de observação e audiências com amigos e camaradas dos mais variados tipos e envergadura moral (alguns sem nenhuma, é claro), listei dez tipos de mulher evitáveis, aquelas que se deve passar longe para não sofrer, emputecer-se, encaralhar-se, amolar-se, morrer-se, matar-se ou ainda fugir para bem longe do desengano, da mágoa, da desilusão e encontrar novamente a putaria, a descaração e a sem-vergonice sem fim de ser sozinho no mundo.

Agora, papai, se vocês está na pedra, vai ficar difícil pra o seu lado devido sua total falta de condições de selecionar ou racionar com a cabeça de cima. Para você, meu peixe, só desejo sorte e indico ler os tópicos abaixo para não cometer nenhuma atitude desesperadas. O texto contém doses cavalares de sinceridade. Só leia caso esteja preparado.

Vamos à lista disposta em ordem aleatória:

1 - A workaholic
As mulheres hoje estão em todos os espaços antes tidos como reservado apenas para homens. Elas chegaram lá, embora ainda precisem ganhar salários melhores sem ter que usar bigode postiço. Sem entrar no mérito das conquistas, alguns exageram e muito no cumprimento das funções profissionais. Você ali, cheio de amor para dar, mas a danada está pilhada depois do trabalho. Só pensa naquilo. E aquilo não tem nada a ver com você, campeão. Ela só fala do que aconteceu durante o dia, já planeja o que vai ter amanhã, bola possíveis estratégias para o outro mês e ainda tem três relatórios para preencher, o que vai acontecer simultaneamente enquanto você estiver ao lado dela. Corra, parceiro. Você vai conseguir dar só uma buzinada no peitinho e um cheiro no cangote enquanto ele estiver de olhos grudados no note book respondendo emails do pessoal da firma. Se é pra ficar na punheta, fique sozinho.

2 - A descolada
Tuntz, tunz, tunz. Ela fala de Lady Gaga como “ícone pop”. Menos dez pontos. Ela usa um visual supertransado, incluindo maquiagens bizarras e óculos emprestados da banda Restart. Menos 20 pontos. Ela adora curtir com a galera TODO fim de semana. Menos 100 pontos. Ela já foi DJ uma vez e adorou. Menos 400 pontos. Ela tem aquele amigo gay super antenado que conhece todos os “bofes escândalos da cidade”. Menos 1500 pontos. Ela acha Belém uma merda e o bom mesmo é morar em São Paulo, onde estão as melhores baladas, as pessoas mais inteligentes e mais bem vestidas do Brasil... Bom, vamos parar por aqui porque essa moça já está devendo até as calcinhas da sua 17ª futura encarnação. Amigão, ela é gostosinha, pode render um bom papo e até um lesco-lesco classe A devido sua tendência à liberalidade, mas vai ser difícil acompanhar o estilo de viver da gaja. Além do mais, se uma hora ela largar esse parque de diversões em que vive e olhar para o lado vai perceber que vocês dois são completos desconhecidos. A solução dela será correr para chorar no colo do amigo gay, dizendo-se disposta a ceder àquela amiga que anda querendo pegá-la tem um tempão. Cilada das boas.

3 - A ciumenta
Essa é clássica. Ela vai te cercar, impedir papos com amigos, fazer grosserias com as amigas, suspeitar de colegas de trabalho, invadir suas senhas de email, MSN, Orkut, Twitter, Facebook. Vai fiscalizar de perto seus extratos bancários, suas faturas do cartão de crédito, vasculhar manchas de batom na camisa, bilhetes no bolso e dizer que você está aprontando quando ligar para avisar que não vão se ver porque você pegou dengue. Ah, sua mãe se tornará inimiga pública número um do casal, suas irmãs serão megeras e suas primas umas vagabundas que querem lembrar os tempos em que brincavam de médico com você. Ela vai te ligar de hora em hora e cooptar colegas do seu trabalho para ajudar nas investigações sobre a outra. Sim, porque a outra existe, mesmo sem existir. Se você conseguir sair vivo dessa atração fatal, parabéns. Geralmente, quem entra nessas histórias acaba, no mínimo, mutilado, perdendo o obelisco dos Países Baixos. Se manda, negão, enquanto é tempo.

4 - A hipersensível
Um denguinho é ótimo, ora se não. A cultura machista incutiu nas nossas cabeças duras que mulher é frágil e isso, de certa forma, nos agrada. Aguça o senso de proteção do macho que acolhe sua fêmea nos braços fortes e resolve o que precisa ser resolvido em momentos difíceis, mesmo que o problema em questão seja só uma TPMzinha de nada. Agora tem aquelas mulheres que estão com Tensão Pré-Menstrual 24 horas por dia, sete vezes por semana, 370 dias por ano – sim, elas arrumam cinco dias a mais para atormentar a sua vida. E não vá pensando que a sensibilidade aqui está ligada aquele chorinho fino ou convulso, liberado diante do prosaico comercial de shampoo. Não, camarada. O estado hiper-sensível dessa leoa chega às raias da brutalidade e as mudanças de humor são mais velozes do que o Papa Léguas. Qualquer palavra fora do lugar pode gerar uma crise lágrimas do tamanho do rio Amazonas ou um ataque de fúria de conseqüências tão imprevisíveis quanto ir ao shopping em época de Natal. Você, jovem, dificilmente, vai segurar essa onda. Entre a criança perdida e fera indomável, o senhor vai ter que ser melhor administrador do que a Dilma depois do corte de quase R$ 9 bilhões no orçamento da União. Passe a vez e pule 150 casas para manter a distância.

5 - A gostosona
Todo mundo sonha com ela. Todos já se masturbaram bateram uma boa punheta, pelo menos uma, vez para ela. A frase “Ah, se eu te pego” está para essa moça como “bando de ladrão safado” está para a família Sarney. A toda hora ela escuta um galanteio, seja no trabalho, no carro ou no banheiro. Obviamente, você está lisonjeado em ser o escolhido da vez. Deliciou-se e agora anda por aí todo pimpão de mãos dadas com o broto. Nada melhor do que uma mulher linda e sensual do lado para compartilhar o amor e suas taradices, não é? Não, não é. Façamos aqui uma analogia automobilística para um melhor entendimento: ninguém quer dirigir um Monza modelo 1981 todo enferrujado, mas no plano ideal todos querem uma BMW ou uma Ferrari. Obviamente, os custos e as preocupações com os carros mais caros e mais bonitos são infinitamente maiores. Agora convenhamos: um Fiat Ideia, um Cross Fox, um Pálio, um Gol, que seja, são bons veículos, ora, ora. Não vão te dar tanto trabalho, nem vão te colocar como alvo de possíveis seqüestradores e vão cumprir sua função que é te levar para lá e para cá de forma segura e confortável. Entendeu, né? Então, a primeira vista aquela lindeza, força da natureza, deusa do sexo e sonho de todo onanista da face da Terra, idolatrada, salve, salve, pode ser a melhor escolha. No entanto, está longe disso. É dor de cabeça na certa. Vai naquela moça de óculos, discreta e sorridente que você enxerga faz tempo. É mais jogo.

6 - A intelectual convicta
São sete e 15 do sábado. Sem ter nem pra quê você pulou da cama e está na casa dela com uma ressaca do tamanho dos problemas urbanos de Belém. Dirige-se à mesa de café e ela está lá, senhora de si. Na sua primeira mordida no pão, ela solta a primeira frase sobre “a quebra de paradigmas oriunda do sujeito multifacetado engendrado com o que seja dimensiona como pós-modernidade, traço agravado em regiões geopolíticas em que é notado o desenvolvimento anódino das relações de produção e trabalho, tipo assim, uma periferia da periferia da periferia do capitalismo tardio”. Em condições normais, sua cabecinha oca dificilmente processaria toda essa informação. Além da sua burrice costumeira, some o fato de estar sob o efeito do álcool. Não vai entender porra nenhuma mesmo. Ela está prestes a entrar no doutorado e toda vez que vai se mudar precisa alugar mais dois apartamentos de três quartos para abrigar sua cultura geral. O futuro reserva para ela um lugarzinho próximo do Mediterrâneo e um estilo de vida excêntrico e sofisticado onde a solidão e o ar blasé lhe caem muito bem e não há espaço para paspalhos como você, que só se interessa por vídeo game, cerveja, mulheres e como vai pagar as contas no final do mês. Tudo muito pequeno diante da grandiosidade do que é o real entendimento do mundo. Diga que vai à livraria comprar o novo livro do Humberto Eco e suma no trecho.

7 - A desmazelada
Quando vocês saíram a primeira vez, ela está deslumbrante. Vestido bonito, maquiagem discreta, hálito perfumado e calcinha certa. Uma uva. Não tem outra. É namoro ou amizade, Sílvio? Namoro. Sem pensar duas vezes. Na bucha. Namoro. O papo é ótimo, a família não enche o saco, as afinidades são muitas. Certo dia, um sábado, você passa na casa dela pela manhã para cumprimentar, fazer um gracejo. Beijinho e coisa e tal, você percebe que falou aquele banho matinal revigorante. Ah, tudo bem. A visita era surpresa. Na outra semana, você está naquele amasso gostoso e percebe que o suvaco está mais peludo que o seu. O descuido com o asseio diário, com as normas básicas de higiene pessoal e de civilidade, vai se acentuando e quando você se dá conta, vem a pergunta: “meu Deus, quem colocou essa mendiga no lugar da minha namorada?”. Ainda tomado de amor você vai se angustiar com o cabelo ensebado, as roupas velhíssimas e o mau hálito do seu objeto amoroso. O amor vai se transformar em aborrecimento o mais rápido que você imagina e mesmo sendo um porcalhão vai ser doído encontrar aquele espantalho que se apresentou lindamente diante de você em uma noite mais do que especial. Probabilidades de embarangamento acelerado irreversível: 187%. Seja esperto: perceba antes da mutação e caia fora o mais rápido possível.

8 - A feminista de carteirinha
Ela vai deixar um comentário mal criado se ler este post. Deve me chamar ainda de hipócrita, péssimo na escrita e chauvista por tratar as mulheres de forma desrespeitosa, segundo seus preceitos. A feminista de carteirinha não tem senso de humor e é a mesma que enxerga homofobia, racismo, violação de direitos humanos e outros males sociais até em propaganda de detergente. Ela está atenta, meu amigo. Muito cuidado quando abrir a boca. Nunca mencione as palavras letais: Dado Dolabela. O escroque global a deixa furiosa. Na verdade, essa moça é apenas uma paranóica inveterada que encontrou no feminismo sua melhor forma de atuar e perturbar a vida de terceiros. Mesmo com todos concordando, inclusive você, que está mais do que sacramentado o direito das mulheres a todos os outros direitos estendidos aos homens, a pequena vai arrumar uma encrenca para mostrar o que apreendeu com a sociologia dos excluídos. Antes que suas bolas estourem e você seja espancado por esta delicadeza feminina, pratique o desapego e desapareça. Sem fazer alarde.

9 - A filhinha de papai
Você vai ter um trabalhão para chegar nessa moça. Mas, a paixão vale o esforço de Hércules. A famosa moça bem família” vai te levar para conhecer os pais em um almoço farto, que vai lhe constranger de início pela ostentação em mesa tão arrumada e variada. Sentado, você vai ser interrogado com palavras e olhares de todos os presentes daquele clã. Porém, o jogo de cintura e a vontade de faturar a gatinha farão a primeira prova de fogo parecer moleza. Logo você estará compartilhando aquele ambiente honesto, bom, fraternal. Um lugar tão aconchegante e aprazível que vai parecer mesmo sua casa e as pessoas vão parecer mesmo muito próximas. Um paraíso. Não dou dois meses para você começar a questionar se aquelazinha depois do Intercine, no sofá, quando todo mundo estava dormindo, foi um incesto. É, porque sua namoradinha vai passar a ser praticamente uma irmã, uma parente do ciclo mais íntimo seu. Fora que qualquer discussão, qualquer deslize, qualquer entrevero, será compartilhado com os demais integrantes da família. As DRs, tradicionalmente travadas a dois, vão virar terapia de grupo. Ao invés de um debate, dois, três, quatro, infinitos, paralelos, sacais. Será um time inteiro jogando contra você, tendo como maior zagueiro uma sogra, em princípio, atenciosa à relação a dois da filha e, no final, uma megera de orfanato. Se não quiser o inferno como lar, abra mão de tudo para não queimar o rabo.

10 - A cu doce
Essa espécie é para ser expurgada para sempre, em qualquer situação, sem dó nem compaixão. Também conhecida é como “carvão molhado” e está presente em todo o território brasileiro, certamente, também em todas as regiões do planeta. Elas se dividem em dois grupos: a) as que querem frescar; e b) as que querem frescar de cum força. No primeiro caso, elas não estão nem aí para suas investidas. Você já convidou para o cinema, deu um jeito de estar no mesmo bar que ela, já colocou no outdoor, em todos os jornais, seu retrato, telefone e o endereço e chegou ao cúmulo de mandar scrap com poesia do Vinícius de Moraes no Orkut dela – vergonha alheia da sua falta de dignidade, velhão. Enfim, deixou claro por A + B que dará o céu e o seu amor também para a tchutchuca. Ela, por sua vez, não diz não, nem diz sim, nem um talvez, no entanto sempre deixa aquela ponta de esperança para o palerma retornar com as tentativas. Dentro daquela cabeça linda com cabelos cheirosos, ela te olha e pensa, secretamente: “não vou dar pra ti nem pelo caralho”. O segundo tipo já deu todas os sinais que a entrada está livre, você pode estacionar, garanhão. Vocês já saíram, ela te apresentou para as amigas, você está ali rente que nem pão quente, empolgado com a situação. Mas, nada acontece. Sua ansiedade é gritante, a boca já faz bico para beijinho quando ela chega, você sente aquele princípio de tesão somente com a tensão do encontro, mas... NADA. Nada acontece. A frescação aí ganha contornos de filme de suspense. É agora? É depois? É nunca? Meu Deus, que agonia. Enquanto isso, ela mantém o sorriso de marfim com a ponta de malícia que você sonha tomar conta daquele corpo inteiro. Sei que você está a fim, meu bom rapaz, mas há cabrochas com interesse sincero mais na ação do que nesse joguinho interminável, cujo final só tem um perdedor: você. Vai atrás de uma periguete para lavar a alma antes de partir para um próximo alvo de verdade. Seja feliz. Por

2 comentários:

  1. Depois dessa ai, to pensando em ir pro Tibet e virar monge, melhor do que ficar sonhando com uma mulher que não existe.

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