sábado, 19 de fevereiro de 2011

Rituais com crianças:Em nome do que nunca se viu,e nunca vai se ver!!


Rituais com crianças: dor, sofrimento e morte para satisfazer os adultos

Uma das coisas pela qual Richard Dawkins (em seu livro “Deus, Um Delírio”) e tantos outros lutam é para que não doutrinemos nossas crianças em nenhuma religião. Isso porque o estado psíquico de uma criança ainda é muito imaturo e fica fácil enfiar as crenças religiosas lá, mas é difícil de retirá-los depois. Nascemos todos com uma propensão a acreditar nas figuras de autoridade. É um mecanismo de sobrevivência. Para as crianças, a autoridade são os pais. Se eles dizem que existe um determinado deus, é difícil para uma criança não acreditar naquilo. Afinal, a tomada realmente dá choque. Sorvete dá dor de garganta. Panela em cima do fogão queima. Puxa, então se eles dizem que existe um deus, realmente deve existir.
O problema não é a criança que tornar-se-á um religioso moderado. O problema é o extremista. E para se construir um fundamentalista deve-se começar aos poucos. São de pequenos e inofensivos ensinamentos que, ao longo do tempo, podemos gerar um potencial fanático que não pensará duas vezes em detonar explosivos amarrados ao corpo. Infelizmente, faz parte da criação os pais introduzirem seus filhos nas suas religiões pessoais. O problema é que, às vezes, não nos damos conta de que as crianças podem não querer aquilo. Pelo mundo, há uma série de rituais religiosos envolvendo crianças. Algumas tão novas que não fazem idéia do que está acontecendo. São adultos que infligem sofrimento desnecessário em crianças por causa de uma crença estritamente pessoal, algumas religiosas e outras oriundas da tradição cultural.
Parece não haver um respeito pelo direito da criança ao não-sofrimento, coisa que ela prontamente mostra querer quando chora ao menor sinal de fome, por exemplo. Pior é convencê-la a se martirizar em nome de uma crença sobre a qual ela ainda não tem capacidade de analisar para decidir se realmente aquilo é bom ou não para ela. Listarei alguns casos de torturas físicas em crianças. Umas piores, outras nem tanto. Alguns de origem religiosa e outros de um atavismo que ninguém parece se preocupar em perguntar: “Hei, para quê fazer isso afinal?”. Lembre-se: os pais e adultos que fazem isso não acham estarem fazendo mal algum. Cabe a você observar a expressão das crianças em muitas ocasiões e decidir por você mesmo(a).
Se você não pode ver cenas fortes, não prossiga lendo este post. Você pode clicar nas imagens para ampliá-las.

 

Ashura

A Ashura é de longe o mais representativo destes rituais sangrentos. É comemorada pelos xiitas por dez dias, período no qual as pessoas se vestem de preto e há encontros e palestras islâmicas. No último dia, acontecem os rituais de martírio, em que cada xiita bate com suas mãos contra o peito e gritam cantos religiosos. O hábito de se cortar com navalhas e sangrar é visto como um gesto extremo de flagelação.
Em Nabatiye, grupos de jovens desfilavam em frente à multidão cobertos de sangue e com suas palmas batiam contra a cabeça gritando "Ali". Alguns seguravam espadas, outros navalhas. Quando sentiam que o sangramento parava, cortavam suas testas um pouco mais. Sangrar, para eles, era um sinal de respeito. O problema é que alguns pais se encarregam de cortar seus bebês. Alguém em sã consciência acha que um bebê aprovaria tal brutalidade?
Criança sangrando no ritual xiita Ashura Criança sangrando no ritual xiita Ashura
Criança sangrando no ritual xiita Ashura Criança sangrando no ritual xiita Ashura
Criança sangrando no ritual xiita Ashura Criança sangrando no ritual xiita Ashura

 


Mutilação Genital Feminina

A Mutilação Genital Feminina (sigla MGF), termo que descreve esse ato com maior exatidão, é vulgarmente conhecida por excisão feminina ou Circuncisão Feminina. É uma pratica realizada em vários países principalmente da África, e da Ásia, que consiste na amputação do clitóris da mulher de modo a que esta não possa sentir prazer durante o ato sexual. A sua prática acarreta sérios riscos de saúde para a mulher, e é muito dolorosa, por vezes de forma permanente. A UNICEF revelou que três milhões de raparigas em África e no Médio Oriente são sujeitas a mutilação genital todos os anos.
Em alguns tipos, além do clitóris, os lábios vaginais também são extraídos e costurados. O desenho genital da mulher deixa de ser a vagina que conhecemos e passa a ser um buraco irreconhecível no local. Muitas crianças morrem de complicações por infecção, devido à ausência de condições higiênicas para a realização do procedimento. Além do mais, ele é feito sem anestesia.
Criança sofrendo a A Mutilação Genital Feminina (sigla MGF) ou Circuncisão Feminina Criança sofrendo a A Mutilação Genital Feminina (sigla MGF) ou Circuncisão Feminina
Criança sofrendo a A Mutilação Genital Feminina (sigla MGF) ou Circuncisão Feminina Criança sofrendo a A Mutilação Genital Feminina (sigla MGF) ou Circuncisão Feminina
Vagina após a cicatrização completa de uma remoção do clitóris e dos lábios vaginais 
  

Arremesso de Bebês

Uma tradição na Índia, com mais de quinhentos anos, diz que os bebés devem ser lançados de grandes alturas para terem sorte e uma vida saudável. Devotos pais muçulmanos e hindus reúnem-se em Solapur, na província de Maharastra, para a cerimónia: atiram as crianças do cimo de uma torre, a uma altura de mais de dez metros. Como reagem? Naturalmente. O ritual, acreditam, fortalece as crianças, que caem sobre um pano branco esticado, próximo do solo, e que parece uma cama elástica. Mas conheço pessoas adultas que não se arriscariam nisso. Alguém perguntou aos bebês se eles querem participar?
Ritual de lançamento de bebês em Solapur, Índia Ritual de lançamento de bebês em Solapur, Índia

Festival Vegetariano Anual de Phuket

Durante as "comemorações" de um festival vegetariano em Phuket, Tailândia, fiéis atravessam espadas e outros objetos pontudos em suas bochechas, entre outras formas de auto-flagelação extrema. O objetivo em cometer esses atos de dor é para purificar os pecados da comunidade. A procissão pelas ruas da cidade tailandesa marca o Festival Vegetariano Anual de Phuket. A festividade começa na primeira noite do nono mês lunar do calendário chinês e dura por nove dias para honrar deuses taoístas. Em 2010, os Nove Deuses Imperiais - como são chamados - saíram das águas no dia 8 e voltaram no dia 16 de outubro. As procissões servem para buscar os espíritos dos deuses na orla e levá-los de volta para o mar. Quem serve de transporte para as divindades são esses malucos com as bochechas esgarçadas.
Escadas com degraus de lâminas, tapetes de carvão em brasa e fogos de artifício nas costas também estavam na programação dos fiéis. A dor purifica os "transportadores", e as explosões serviriam para espantar maus espíritos.
E o que tudo isso tem a ver com vegetarianismo? Claro que os Nove Deuses não gostam que ninguém mate animais quando eles estão de visita na terra, né? Assim os restaurantes da cidade fazem refeições especiais sem nenhum tipo de carne (bovina, suína, peixe ou frutos do mar) nem derivados (leite, ovos).
É o tipo de crença que ficou tão real para o crente que ele arrisca sua saúde (há pouca higiene no festival) para realizar um ritual pedindo bênçãos. Vale lembrar que foi neste mesmo lugar em que o tsunami de 2004 passou matando centenas de pessoas.
Martírio e flagelação no Festival Vegetariano de Phuket Martírio e flagelação no Festival Vegetariano de Phuket
Martírio e flagelação no Festival Vegetariano de Phuket Martírio e flagelação no Festival Vegetariano de Phuket

 

 

Dia da Epifania

Na noite de 18/19 de Janeiro, os cristãos ortodoxos celebram a Epifania, um dos mais importantes feriados religiosos. Muitas pessoas tradicionalmente tomam banho de água gelada esta noite em uma esperança para lavar seus pecados. Isso é bastante preocupante, uma noite para médicos e equipes de resgate têm que permanecer em serviço perto de reservatórios de água, onde o ritual acontece.
Quase dois mil anos atrás, Jesus Cristo entrou na água do rio Jordão para ser batizado por João Batista. Desde aquela época, acredita-se geralmente que toda a água na Terra se torna santa, na noite de Epifania, a cada ano. Se um participante do ritual é fraco e despreparado para tal situação estressante, se ele ou ela tem doenças crônicas, tais pessoas se colocam em sério risco.
Eu estou certo de que se você tem coragem e vontade de mergulhar numa água congelante em pleno inverno, a saúde é sua. Mas enfiar uma criança na água gelada? Tem certeza que é o melhor para ela? Olhe bem o rosto dela. Tem certeza que ela está gostando ou aceitando isso?
Russos mergulham criança em água gelada no Dia da Epifania Russos mergulham criança em água gelada no Dia da Epifania
Russo se banha em água gelada no Dia da Epifania

 

 

Infanticídio entre indígenas

Se os outros rituais causam dor, este causa a morte. Pela tradição, muitas tribos indígenas enterram crianças vivas. Pesquisadores já detectaram a prática do infanticídio em pelo menos 13 etnias, como os ianomâmis, os apirapés e os madihas. Só os ianomâmis, em 2004, mataram 98 crianças. Os kamaiurás, a tribo de Amalé e Kamiru, matam entre 20 e 30 por ano.
Os motivos para o infanticídio variam de tribo para tribo, assim como variam os métodos usados para matar os pequenos. Além dos filhos de mães solteiras, também são condenados à morte os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois. Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez. Há motivos mais fúteis, como casos de índios que mataram os que nasceram com simples manchas na pele – essas crianças, segundo eles, podem trazer maldição à tribo. Os rituais de execução consistem em enterrar vivos, afogar ou enforcar os bebês. Geralmente é a própria mãe quem deve executar a criança, embora haja casos em que pode ser auxiliada pelo pajé.
Alguns ignorantes clamam que “isto é a cultura deles” e devemos respeitar. Vamos pegar hoje em dia. Se você tem aí algum defeito como uma mancha, se permitiria ser enterrado vivo para “purificar” a espécie? Claro que não. Então, por que fazer vistas grossas a essa crueldade extremamente covarde? Não importa quem ou onde esteja sendo desrespeitado o direito básico da vida. Esta pessoa precisa ser protegida.
Índios no Brasil enterrando crianças vivas Índios no Brasil enterrando crianças vivas

Festival Chatt Puja

Mulher hindu pisa sobre um bebê em um ritual que busca para as crianças bênçãos do deus do sol Surya, durante o festival de Chatt Puja, em Calcutá. Certo, talvez não seja algo que machuque muito o bebê. Mas alguém perguntou para ele se ele quer participar de uma festividade onde ele pode sim ser machucado?
Mulher pisa sobre bebê em ritual

 

 

Brit milá (ritual de circuncisão judeu)

É uma cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao oitavo dia como símbolo da aliança entre seu deus e o povo de Israel. Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome. Costuma-se realizar o brit em um café da manhã festivo. Classicamente a brit é feita sem anestesia, apesar de atualmente em algumas brit milá a criança receber uma pequena anestesia.
Ainda que hoje muitos usem anestesia, por muito tempo não foi assim. A questão é: os adultos têm maturidade e consciência de suas escolhas. Novamente, alguém consultava o recém-nascido e perguntava: “você aceita ser cortado e sentir dor para aderir aos nossos costumes?”. Claro que não.
Brit milá (ritual de circuncisão judeu) Brit milá (ritual de circuncisão judeu)
Brit milá (ritual de circuncisão judeu) Brit milá (ritual de circuncisão judeu)

12 comentários:

  1. Respeito as culturas mais tem coisas que nunca vai entrar na minha cabeça por isso motivos de muitas tragedias naturais Acho que Deus se revolta com estas culturas que acha que temos que sofrer por um Deus que se quer viveu como Deus vaca ou Deus elefante,Enquanto os homens ficarem Glorificando animais e acharem que São Deuses isso vai continuar e muitos Terremotos e Ondas gigantes vão acontecer cade vez mais intenso..

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    1. A princípio... deus é o cacete!!!

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  2. Além de terremotos e tudo mais.Muitas crianças ainda irão sofrer por causa deste ignorantes!!

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  3. Rituais com crianças: dor, sofrimento e morte para satisfazer os adultos?

    se ta de sacanagem

    isso é cultura e para agradar os deuses
    nada de satisfazer os adultos

    Festival Vegetariano Anual de Phuket e Ashura
    não acontecem só com criancas,todos festejam

    o resto é duentio claro,mas nunca para satisfaser os adultos

    e outra

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  4. Isso é cultura? não é atoa que muitas tribos simplesmente desapareceram da face da Terra

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  5. nunca teremos PAZ com estes pensamentos assim!

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  6. EM NOME DE QUE??? Se Deus existe mesmo, o cara com certeza acha todas estras tradiçoes uma grande patifaria.

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  7. inhumano , NECESITAN DE DIOS

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  8. Claro que Deus não se agrada disso, dessa ignorância sem sentido, as pessoas trazem essas tradições para se alto promoverem encima da dor dos outros. Deus tenha misericórdia das almas perdidas...

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  9. Você diz "Deus Um Delírio" Leia A Bíblia e você vai ver que Deus não quer tais ritos ou culturas.Observe que a circuncisão do povo de israel é diferente das coisas que esses povos fazem...Deus não é delírio ele existe mas alguém como você só verá Deus quando for para ser julgado!!! já que você não acredita em Deus...faças boas obras é bom você começar a temer ao Senhor pois o dia do julgamento está próximo!...Que Deus tenha misericórdia de ti!!!diga Amém ao ler meu comentário!!!

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  10. Que pesoas iqnorantes isso não é coisa de Deus coisa nenhuma onde já se viu interrar pessoas vivas e ainda crianças que não contem nenhum pecado Deus não é essa coisa que estão falando ai Deus é um Deus de amor não um Deus que mata crianças inocentes que ele mesmo botou ao mundo, dar-me paciencia com essas pessoas mais Deus é que vai punilas quando ele voutar

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  11. Uma sociedade calar-se diante de execução em massa de homens que escolheram como profissão proteger os seus semelhantes... Isso sim é selvageria e ignorância.

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